sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

SELEÇÃO DE UM CANDIDATO.



Por Max Gehringer

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem – sem contar a formação superior – liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.

E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aívêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno… E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.

Fabiana: — In a hurry!

Seu Borges: — Saúde.

Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?

Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?

Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.

Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.

Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.

Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai dar!

Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.

Seu Borges: — Como assim?

Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.

Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.

Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…

Seu Borges: — Futuro? Que futuro?

Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.

Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!

Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?

Seu Borges: — Hã?

Fabiana: — Hands on….Mão na massa.

Seu Borges: — Claro que sou!


Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 – Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.

2 – E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará – com justa razão – que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.

Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação… só que não sabia nem abrir o capô.

Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.
Vale a reflexão!


um abraço
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domingo, 27 de novembro de 2016

PARÁBOLA DA RELIGIÃO









Um pastor das “antigas”, foi convidado a dar uma palestra para “provar” a todos que a religião que ele seguia era a melhor.


Antes de iniciar ele tirou de sua mala uma linda toalha de linho bordada com renda  e estendeu sobre uma mesa. Em seguida,  tirou também um castiçal maravilhoso dourado e um   cálice do tipo Santo Graal, com pedras semi-preciosas que reluzia pelo seus brilho de longe. Enfim a mesa estava toda linda com um luxo fantástico, também tirou uma espécie de holofote a bateria com uma luz muito forte que regulou apontando para o teto, de forma que todos os presentes pudessem ver de longe. E por fim tirou um pequeno vidro (comparado com o tamanho das outras coisas) de maionese  tampado, mas dentro dele uma pequena aranha.

Nossa isso chamou a atenção de todos, começou o falatório e podia se ouvir “Credo” , “que nojo”, “horrível”....”bicho feio” etc,etc.

O pastor então pegou o microfone e disse:

_Senhoras e Senhores estou aqui para dar uma palestra para provar para vocês sobre a melhor religião.
E concluiu: 
_ A palestra já foi dada. Obrigado a todos!

Claro que ninguém entendeu, ele então percebendo a dúvida das pessoas. Esclareceu:

- Estou aqui, a 20 minutos preparando essa linda mesa para vocês, coisas com bastante brilho, coisas de alto valor, há até uma luz para melhor iluminar, mas ninguém reparou ou fez algum comentário positivo. Mas, basta eu tirar um  vidro com uma pequena aranha e pronto, foi motivo para todos criticarem.

Em uma religião, acontece a mesma coisa, o Pastor, o Padre etc, pode ficar horas passando uma mensagem de fé, esperança, salvação, poucos ou ninguém considera, mas basta ele fazer algo que se discorde, pronto daí o motivo para criticar, dizer que não presta, que é pegação de dinheiro etc, etc.

Isso calou a todos! e serviu como lição, sem dúvida foi a palestra mais eficaz sobre o tema, que alguém poderia fazer.

Pessoalmente, claro que eu tenho uma opinião sobre “todas” que tive oportunidade de conhecer, mas uma coisa com o passar do tempo aprendi e sinceramente procuro seguir:

Em qualquer religião “por melhor que seja” há sempre alguma coisa que eu possa discordar ou ao contrário “por pior que possa ser” há sempre coisas boas que procuro prestar atenção, por isso eu não critico e respeito.

Além disso, há uma coisa que tenho absoluta certeza e isso é inexorável:

“A melhor forma de você convencer alguém que você está na religião certa e ideal, é através de suas atitudes, não tente convencer ninguém com palavras”.

Vale a reflexão.

um abraço

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domingo, 12 de junho de 2016

QUANTO CUSTA UM MILAGRE?


Recebi esse texto por e-mail e gostaria de compartilhar com você: 

"Uma garotinha esperta, de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo. Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.


Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel de onde moravam.

Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.

A menina ouviu seu pai dizer à sua mãe chorosa, num sussurro desesperado: “Somente um milagre poderá salvá-lo…”

Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário.

Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.

O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro.

Colocou as moedas de volta no vidro, com cuidado, e fechou a tampa. Saiu devagarzinho, pela porta dos fundos, e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia.

Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.

Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho e… nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.

Finalmente foi atendida!

“O que você quer?“, perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. “Estou conversando com meu irmão, que chegou de Chicago, e que não vejo há séculos!”, disse ele sem esperar resposta.

“Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão!”, respondeu a menina no mesmo tom aborrecido.

“Ele está realmente doente… E eu quero comprar um milagre…”

“Como?”, balbuciou o farmacêutico admirado.

“Ele se chama Andrew, e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro da sua cabeça, e o papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?”

“Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la!”, respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.

“Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa!” Insistiu a pequena. O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: “De que tipo de milagre seu irmão precisa?”

“Não sei…”, respondeu ela, levantando o olhar para ele. “Só sei que ele está muito mal, e a mamãe diz que precisa ser operado!! Como o papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro…”

Quanto você tem?”, perguntou o homem de Chicago.

Um dólar e onze cents… respondeu a menina num sussurro. É tudo o que tenho, mas posso conseguir mais, se for preciso!”

“Puxa, que coincidência!!!”, sorriu o homem. “Um dólar e onze cents! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos!”

O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse: ”Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa.”

Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.

A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado.

A mãe e o pai comentavam, alegres, sobre a seqüência dos acontecimentos ocorridos.

A cirurgia, comentou a mãe, foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou! A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre…(Um dólar e onze cents mais a fé de uma garotinha).

Deus coloca os recursos certos nos lugares exatos. Para os encontrarmos basta um passo de fé, e lá estará a Resposta para aquele problema que não conseguimos resolver.

LEMBRE-SE:

"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará." Salmo 37:05

"Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível"
Mateus 19:26  

Não importa quão grande seja o teu problema, nosso Deus é Deus do impossível…

http://www.youtube.com/watch?v=1MZtd_bo3H4


um abraço


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